agosto 10, 2009

SAUDADE

Ainda tenho saudades tuas ah se tenho
mas não te quero não te
vislumbro a passar a ombreira
da porta a cantares qual cigarra
de verão quente à minha
janela ah não porque o tempo tem
o dom de tratar destas coisas sofridas
mas da saudade ah essa saudade...

agosto 08, 2009

Leituras de Verão

Poemas, sempre. Lêem-se ao correr dos olhos e enchem-nos a alma.

Ânsia

Não me deixem tranquilo
não me guardem sossego
eu quero a ânsia da onda
o eterno rebentar da espuma

As horas são-me escassas:
dai-me o tempo
ainda que o não mereça
que eu quero
ter outra vez
idades que nunca tive
para ser sempre
eu e a vida
nesta dança desencontrada
como se de corpos
tivéssemos trocado
para morrer vivendo

Novembro 1981

Paralelamente, Henry Miller.

Dias Tranquilos em Clichy é a evocação nostálgica e poderosa dos anos em que Henry Miller viveu em Paris, uma época que viria a ter uma influência determinante na sua vida e em toda a sua obra. São os anos em que Miller é ainda um escritor jovem e obscuro, que celebra o amor, a arte e a vida boémia na cidade que, mais do que qualquer outra, o inspira.

agosto 06, 2009

Interlúdio

Aquele que profanou o mar

E que traiu o arco azul do tempo

Falou da sua vitória


Disse que tinha ultrapassado a lei

Falou da sua liberdade

Falou de si próprio como de um Messias


Porém eu vi no chão suja e calcada

A transparente anémona dos dias.



(Sophia de Mello Breyner Andresen in “No Tempo Dividido e Mar Novo”, p. 67)

agosto 01, 2009

Mais Dias Azuis


Praia da Figueirinha - Setúbal

julho 30, 2009

DIAS AZUIS

Assim correm os dias azuis, muito azuis, que reflectem o céu no mar. Do outro lado a serra, a cidade, o calor das cigarras a cantar ao meio-dia.
Quero o dia, quero o sol a encher-me cada poro, cada pixel.
Assim será o verão das cigarras desprezadas ao sol azul.

julho 28, 2009

ASSIM SE DANÇA O TANGO...


julho 25, 2009

Bom Fim de Semana... na doce voz de Elis Regina


julho 23, 2009

Apartados

Mil passos serão percorridos até que o tempo nos aproxime. Caminharemos sobre as águas, como se fôssemos figuras etéreas com asas transparentes. Porque os oceanos separam, mas não apartam, haverá um ponto de colisão, um dia, uma hora, um segundo, que farão parte da eternidade. E um clarão será visto na cidade, erguendo-se por entre as casas velhas. E as pessoas vão deixar cair lágrimas vivas dos seus olhos, porque amar é mesmo assim.
Mil passos sobre as águas e um dia seremos chama sobra a cidade.

julho 19, 2009

PONTES

A ponte é uma passagem para a outra margem...

Por isso sou península e península permanecerei. Não quero ver o outro lado, quero ficar aqui, mesmo que o nevoeiro me cubra. Os caminhos, seio-os de cor. Quando fizer a travessia será a nado, contando cada pilar da ponte que me entontece.

julho 17, 2009

Interlúdio

Quem se recorda? Tem lenços de papel à mão?


julho 13, 2009

Rendilhado


Olha o rendilhado da tua saia. Que a sombra te guarde a nudez encoberta. É a mais pura, ainda que sobre ela caia o manto translúcido do desejo.

julho 07, 2009

Quem Ri do Second Life?

julho 06, 2009

Dia em tom de blues

Ontem estive assim...
Hoje será outro dia.

julho 03, 2009

Contrastes de Verão

O ser português remete-nos inevitavelmente ao Mar, ao Ar e finalmente à Terra, ponto de partida e chegada de qualquer viagem iniciada.
Está no ADN das lusitanas gentes desde imemoráveis tempos, resultado de ocupações, invasões, colonizações, entre outras coisas terminadas em “ões”, que enriqueceram nossa capacidade de sonhar, ao ponto de pouco mais fazermos que isso mesmo. SONHAR.

Daí a ideia de trazer ao Second Life essas três quase míticas realidades.
O Mar, a Terra e o Ar.

No seio de uma sociedade que se pretende moderna, apesar de afastada das metas europeias, definida por todos os políticos e governantes, os cidadãos podem dar-se ao prazenteiro luxo de os desfrutar como seus, ainda.
O Mar, O Ar e a Terra.

António efe aka R.M.


Mostra de Photo Real em ambiente Virtual (Second Life)
“espaço” TRIPÉ _ Praça das Flores, nº 7
Portucalis



junho 28, 2009

Domingo com Chuva

Domingo de manhã. Chuva e trovoada. As paredes da casa estão vazias e não me agrada este branco pasmado que cobre toda a casa. Preciso de uma cor quente, não muito forte, que me chame para aqui.

Livros quase todos arrumados. Pus dois de parte para os tempos mais próximos. Estou na dúvida por qual começar, se por "A louca da Casa" de Rosa Montero,

se por "How People Learn", uma edição do American Nacional Research Council, 374 páginas de temas para exercitar a mente e reactivar alguns neurónios mais preguiçosos. Talvez a melhor solução seja mesmo ficar com os dois perto de mim e alternar a leitura.
Não deixa de ser curioso o facto de esta pessoa não ser capaz de falar ao telefone enquanto mexe um refogado, mas conseguir embrenhar-se por páginas tão diversas, em leituras simultâneas.


Definitivamente, acho que preciso de um café, apesar da chuva ter voltado, e decido-me pela dupla leitura. Preciso de acordar.

junho 27, 2009

SÁBADO

Aconteceu na passada quinta-feira, no espaço Utopia. A revista Sábado criou uma redacção no SL - Second Life e a inauguração foi cá uma festança!

A partir de agora, quem quiser, pode, in-world, ir à redacção, escrever um artigo e enviá-lo para a revista, através de um dos computadores que estão à disposição.
Mais uma ligação RL - SL, esta proporcionada pela ARCI.

junho 24, 2009

Regresso

Após alguns meses sem actividade na Península, retomo-lhe o istmo, deixando para trás as deambulações de outros blogues que não resistiram porque tão só o chamamento vinha daqui, deste espaço primeiro. E eu queria-o imaculado.
Hoje já nada me pode ferir, podendo assim retomar ao meu porto de abrigo e podendo escrever e dizer o que me apetece sem receio de interferir com terceiros. Liberta.
Algumas coisas irão mudar. Não será mais um blogue educativo, antes um diário do que for surgindo ao correr da pena e da alma, essa coisa que não se vê, mas que se sente. (Continuo zangada com a escola que vivemos.)

Se, neste espaço de tempo, me esqueceram, no problem: não eram mesmo amigos. Se continuaram a seguir os trilhos que percorri, mesmo podendo tê-los desiludido alguma vez, aqui me tem, toda vossa. Sofrida, talvez; impura, nunca.


Teresa Lobato
Vila Nogueira de Azeitão
23 de Junho de 2009
FRASE DO DIA


Noventa pessoas apanham a gripe suína e toda a gente quer usar uma máscara.

Um milhão de pessoas tem SIDA e ninguém quer usar um preservativo.

maio 19, 2009

The Tree of Life


Gustav Klimt

Para descanso dos verdadeiros amigos cibernautas quero apenas informar que NÃO, não morri. Vou VIVER.