Tenho de repensar a minha vida,
disse-me, e acrescentou:
ser-se feliz é não ter esperança.
Lembrei-lhe o sol e o mar
que hoje vejo sozinho aqui na praia
e respondi não há quem viva assim,
ainda que a esperança não exista.
Mas vi-a olhar o céu,
dizendo que sorte é termos a Lua
- rege-nos as marés e o corpo -,
e que amava o seu rosto claro,
um espelho de luz na noite
onde se olhava já sem sonhos.
Nem suspeitou ser isso a esperança,
a lua e os espelhos sem mais nada,
a música que ouvíramos
e o mar além, atrás das dunas.
Nuno Dempster, in Dispersão
ed.Sempre-em-Pé, 2008
nota: chegado por mãos de José Matias Alves
novembro 16, 2009
Soneto de Véspera
Quando chegares e eu te vir chorando
De tanto te esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?
Que beijo teu de lágrimas terei
Para esquecer o que vivi lembrando
E que farei da antiga mágoa quando
Não puder te dizer por que chorei?
Como ocultar a sombra em mim suspensa
Pelo martírio da memória imensa
Que a distância criou – fria de vida
Imagem tua que eu compus serena
Atenta ao meu apelo e à minha pena
E que quisera nunca mais perdida...
De tanto te esperar, que te direi?
E da angústia de amar-te, te esperando
Reencontrada, como te amarei?
Que beijo teu de lágrimas terei
Para esquecer o que vivi lembrando
E que farei da antiga mágoa quando
Não puder te dizer por que chorei?
Como ocultar a sombra em mim suspensa
Pelo martírio da memória imensa
Que a distância criou – fria de vida
Imagem tua que eu compus serena
Atenta ao meu apelo e à minha pena
E que quisera nunca mais perdida...
Vinicius de Moraes
novembro 12, 2009
FIBROMIALGIA - O que é isso?
Enquanto não formos marrecas, não tivermos corcunda, não andarmos de muletas ou numa cadeira de rodas seremos sempre incompreendidos, as nossas dores minimizadas e a nossa sanidade mental posta em causa. Seremos sempre tidos como hipocondríacos e manipuladores que só querem chamar a atenção. Chamem-lhe o que quiserem, senhores doutores, chamem-lhe FIBROMIALGIA ou não, mas, por favor, OUÇAM-NOS!
PORQUE UMA DOR QUE NÃO SE VÊ
NÃO DEIXA DE SER UMA DOR!
O Síndrome de Fibromialgia é o termo médico que define uma condição clínica complexa de causa desconhecida e que é caracterizada por dor músculo-esquelética generalizada acompanhada de um cansaço extremo, perturbações do sono, perturbações cognitivas, entre outros sintomas.
Ao contrário do que muitas pessoas pensam, a Fibromialgia não é uma doença nova embora só nos últimos 20 anos tivesse este enorme desenvolvimento.
A associação de pontos dolorosos com ‘reumatismo’ foi referida por Balfour (Inglaterra) em 1824 que descreveu pacientes com pontos musculares hipersensíveis à palpação e passíveis de desencadear dor irradiada.
Historicamente a Fibromialgia tem sido apresentada sob vários nomes ao longo dos anos: Fibrosite (1904), Miofibrosite (1929), Síndrome Fibrosítica (1952), Síndrome Fibromiálgica, entre outros; tendo sido adoptado o nome de Fibromialgia apartir de 1981.
Esta foi classificada pela Organização Mundial de Saúde em 1990 com o código M79.0, tendo sido reconhecida em 1992 como uma doença reumática.
As queixas da Fibromialgia podem ser ligeiras ou graves, definindo assim um espectro funcional que vai do mero incómodo até à incapacidade para manter um emprego remunerado, as actividades domésticas ou mesmo para desfrutar o convívio com a família e com os amigos, o que torna a doença heterogénea nas suas manifestações.
Actualmente sabe-se que a Fibromialgia é uma forma de reumatismo associada a uma maior sensibilidade do indivíduo perante um estímulo doloroso. O termo reumatismo pode ser justificado pelo facto da fibromialgia envolver músculos, tendões e ligamentos não envolvendo no entanto as articulações tal como acontece com a Artrite Reumatóide e a Osteoartrite. Apesar da Fibromialgia poder apresentar-se de uma forma extremamente dolorosa e incapacitante, ela não causa deformação.
A Fibromialgia é uma doença comum que atinge homens, mulheres e crianças de todas as etnias e grupos sócio-económicos. Estima-se que sofram de FM entre 2% a 5% da população adulta, dependendo dos países. Da população atingida, entre 80% a 90% serão mulheres entre os 20 e os 50 anos.
A Fibromialgia é por vezes difícil de reconhecer na prática clínica diária o que provavelmente contribui para subestimar a sua frequência. Não existem exames laboratoriais, radiológicos ou outros que confirmem ou excluam a presença de FM. A escassez de sinais objectivos e a ausência de exames auxiliares de diagnóstico específicos, torna as queixas subjectivas dos doentes fundamentais para o diagnóstico. Assim, o diagnóstico é baseado nas queixas do doente, na sua história clínica e no exame físico cuidadoso.
Em 1990 o Colégio Americano de Reumatologia adoptou os seguintes critérios de diagnóstico:
Duração superior a três meses de:
1. Dor generalizada por todo o corpo;
A dor é considerada generalizada quando se verificam: dor do lado esquerdo e do lado direito do corpo, dor acima da cintura e abaixo da cintura e dor no esqueleto axial (coluna cervical ou tórax anterior ou coluna dorsal ou coluna lombar).
2. Dor à palpação digital em 11 de 18 pontos;
E, pelo menos, mais dois dos quatro sintomas seguintes:
1. Fadiga
2. Alterações do sono
3. Perturbações emocionais
4. Dores de cabeça
Apesar de não existirem exames específicos laboratoriais ou radiológicos que permitam diagnosticar a Fibromialgia, esses testes ajudam ao descartar outras doenças com sintomas semelhantes que são também característicos de muitas outras doenças. Estes são também importantes quando definem outro diagnóstico e excluem a Fibromialgia.
A longa lista de afecções que apresentam diagnóstico diferencial com a Fibromialgia e a gravidade e tratamento específico que muitas dessas entidades possuem levam muitos médicos a considerá-la como um ‘diagnóstico de exclusão’.
Texto inserido no site da MYOS.
novembro 08, 2009
Ainda do Metaverso
Hoje à noite há festa medieval no sim que lembra o início da Portugalidade.
Um espaço de role play que vale a pena ser visitado.
Eu já estou pronta! Amanhã dou novidades!
Do Meta Verso
A Utopia, o maior espaço português no Second Life, comemorou ontem o seu
2º aniversário. Começámos no clube da Sam e do Uk - o Seagull - e quem quis pôde banhar-se nesta enorme taça de champanhe. Fantástica, a sensação! Com uma vantagem:
a bebida no SL não embriaga, o que significa que podemos conduzir, na vida real,
logo a seguir...
Fomos ver as Phoenix Embess Showcats.
Alta performance. Parabéns pela escolha aos organizadores.
Depois foi a vez do Lance que nos encantou com o seu estilo rockeiro e uma voz
que vale a pena escutar. É só dançar, pessoal!
E parabéns ao Rocky e à Nyne pelo trabalho que têm desenvolvido
juntamente com tantos outros avatares.
Não sei a que horas acabou a festa. Eu cá fui-me deitar muito antes.
E adormeci. Sonhos reais, que bem real é esta vida. A que tenho.
novembro 03, 2009
Foi um Momento
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha que ser
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Foi um momento
O em que pousaste
Sobre o meu braço,
Num movimento
Mais de cansaço
Que pensamento,
A tua mão
E a retiraste.
Senti ou não ?
Não sei. Mas lembro
E sinto ainda
Qualquer memória
Fixa e corpórea
Onde pousaste
A mão que teve
Qualquer sentido
Incompreendido.
Mas tão de leve!...
Tudo isto é nada,
Mas numa estrada
Como é a vida
Há muita coisa incompreendida...
Sei eu se quando
A tua mão
Senti pousando
Sobre o meu braço,
E um pouco, um pouco,
No coração,
Não houve um ritmo
Novo no espaço?
Como se tu,
Sem o querer,
Em mim tocasses
Para dizer
Qualquer mistério,
Súbito e etéreo,
Que nem soubesses
Que tinha que ser
Assim a brisa
Nos ramos diz
Sem o saber
Uma imprecisa
Coisa feliz.
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
outubro 31, 2009
Há pais assim...
Há alunos que, tendo iniciado as aulas em meados de Setembro, ainda não interiorizaram as normas de conduta mínimas exigidas para que as salas de aula sejam um espaço de aprendizagem agradável, quer para alunos quer para os professores.
Vai daí, um colega meu mandou um aluno seu escrever cinco vezes a regra que ele tinha infringido. Não está em causa o método, se correcto ou não. Está em causa o recado, da encarregada de educação e mãe, escrito na caderneta e dirigido ao meu colega. Entre outras coisas, que revelavam a indignação perante tal "castigo", acrescentava que o seu filho não estava numa ditadura.
- Pois não, comenta o meu colega connosco. Nem numa anarquia.
outubro 25, 2009
outubro 23, 2009
AMBIENTE
Que significa o número 350?
350 é o número mais importante do mundo – é aquilo que os cientistas consideram ser o limite máximo de segurança para a concentração de dióxido de carbono na atmosfera.
ACÇÕES PERTO DE MIM
COMO PARTICIPAR
outubro 20, 2009
Si tú...
Si tú y yo, Teresa mía, nunca
nos hubiéramos visto,
nos hubiéramos muerto sin saberlo:
no habríamos vivido.
Tu sabes que morirse, vida mía,
pero tienes sentido
de que vives en mí, y viva aguardas
que a ti torne yo vivo.
Miguel de Unamuno
nos hubiéramos visto,
nos hubiéramos muerto sin saberlo:
no habríamos vivido.
Tu sabes que morirse, vida mía,
pero tienes sentido
de que vives en mí, y viva aguardas
que a ti torne yo vivo.
Miguel de Unamuno
outubro 19, 2009
outubro 08, 2009
VIRTUALIDADES
EXPOSIÇÃO DE FOTOGRAFIA
SECOND LIFE - POTUCALIS - LARGO DAS FLORES
reViriato Merlin
MONSARAZ
Vila localizada na parte sudoeste de Portugal, a cerca de 50 km de Évora, conserva tradições ancestrais, e oferece a quem a visita novas opções de lazer.
Inserida numa das zonas mais áridas do Alentejo, a Vila beneficia agora de uma paisagem e de um ambiente renovado pelas águas “presas”do rio Guadiana, quase lhe lambendo os pés a refresca-la, tornando assim simultaneamente povoações, que antes penavam com a seca, serem hoje chamadas de “aldeias ribeirinhas”, com direito a cais, ancoradouro e desportos náuticos inclusive.
Monsaraz vê-se agora reflectida num enorme lago que evoca a lenda de Nossa Senhora da Lagoa, sua santa padroeira.
Entre muralhas e torreões de um castanho avermelhado, a vila com o seu casario secularmente branco, estende-se ao longo de antigas e estreitas ruelas, conservando a mesma beleza contrastante de sempre, indiferente ao passar do tempo, acentuando contrastes.
Pelas ameias vislumbram-se paisagens largas a perderem-se nos horizontes com a planície a espreguiçar-se, abraçando a sul, um dos maiores lagos artificiais da Europa.
Inaugurada em 2002 a barragem do Alqueva alterou decisivamente o mapa geográfico da região, avistando-se ao fundo, a enorme massa de água onde outrora milhares de hectares de terra desde sempre marcada pela escassez de água, ficaram submergidos com a subida do nível do rio Guadiana, que marca a fronteira de Portugal com Espanha.
A concentração de monumentos da fase megalítica na região é uma das maiores da Europa, característica que valoriza o património cultural, histórico e ambiental da Vila
Imensos vinhais ao lado de olivais milenares, aonde coabitam também belas e antigas casas dedicadas ao turismo de habitação rural, paredes meias com outra antiga ermita Templária, poupada à aquática invasão.
Recomenda-se uma atempada visita.
A.Fazendeiro
INAUGURAÇÃO
SEXTA-FEIRA, 22H00 MG
outubro 05, 2009
Incomodo?...
Estava eu, melhor dizendo, o meu avatar, a dançar, um dia destes, nesse mundo que muita gente ainda não compreende que se chama Second Life, com esta roupinha que podem ver, quando o meu par me questiona:
- Desculpa, não me leves a mal, mas queria pedir-te uma coisa.
- Diz..., retorqui curiosa.
- Queria pedir-te para mudares de blusa porque não gosto de ver as mamas...
Fiquei uns segundos estupefacta. Era a primeira vez, em dois anos e meio de SL, que me acontecia uma cena destas. Ainda julguei que ele (?) tivesse visão de raios X... Então retorqui serenamente (isto quer dizer, a teclar devagar):
- O que vês quando olhas para mim, não sou eu, são milhões de pixels. É o meu avatar. E assiste-me o direito de o vestir como quiser. Por isso, obrigada por esta dança.
E retirei-me.
Como me retiro, quando percebo que o meu avatar incomoda por alguma razão.
Afinal, eu até podia ser um homem...
- Desculpa, não me leves a mal, mas queria pedir-te uma coisa.
- Diz..., retorqui curiosa.
- Queria pedir-te para mudares de blusa porque não gosto de ver as mamas...
Fiquei uns segundos estupefacta. Era a primeira vez, em dois anos e meio de SL, que me acontecia uma cena destas. Ainda julguei que ele (?) tivesse visão de raios X... Então retorqui serenamente (isto quer dizer, a teclar devagar):
- O que vês quando olhas para mim, não sou eu, são milhões de pixels. É o meu avatar. E assiste-me o direito de o vestir como quiser. Por isso, obrigada por esta dança.
E retirei-me.
Como me retiro, quando percebo que o meu avatar incomoda por alguma razão.
Afinal, eu até podia ser um homem...
setembro 23, 2009
Poema Melancólico a não sei que Mulher
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
Miguel Torga, in 'Diário VII'
Dei-te os dias, as horas e os minutos
Destes anos de vida que passaram;
Nos meus versos ficaram
Imagens que são máscaras anónimas
Do teu rosto proibido;
A fome insatisfeita que senti
Era de ti,
Fome do instinto que não foi ouvido.
Agora retrocedo, leio os versos,
Conto as desilusões no rol do coração,
Recordo o pesadelo dos desejos,
Olho o deserto humano desolado,
E pergunto porquê, por que razão
Nas dunas do teu peito o vento passa
Sem tropeçar na graça
Do mais leve sinal da minha mão...
Miguel Torga, in 'Diário VII'
setembro 16, 2009
Por Estrear
(um gostinho para adoçar a boca lá para dia 20 deste mês)
Just Breathe Lyrics from the Pearl Jam Album: Backspacer
Yes, I understand that every life must end, uh-huh
As we sit alone, I know someday we must go, uh-huh
Oh I'm a lucky man, to count on both hands the ones I love
Some folks just have one, yeah, others, they've got none
Stay with me...
Let's just breathe...
Practiced all my sins, never gonna let me win, uh-huh
Under everything, just another human being, uh-huh
I don't wanna hurt, there's so much in this world to make me believe
Stay with me
You're all I see...
Did I say that I need you?
Did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
As I come clean...
I wonder everyday, as I look upon your face, uh-huh
Everything you gave
And nothing you would save, oh no
Nothing you would take
Everything you gave...
Did I say that I need you?
Oh, did I say that I want you?
Oh, if I didn't I'm a fool you see
No one knows this more than me
And I come clean, ah...
Nothing you would take
Everything you gave
Hold me til I die
Meet you on the other side...
setembro 12, 2009
Roseira Brava
... e tenham um bom fds (leia-se "fim-de-semana")
Ah, é verdade, as minhas "Cartas de Amor" já chegaram. E como recompensa de tão longa espera tive direito a portes grátis e a correio expresso! Uma gentileza da FNAC de Almada.
Poderei agora deleitar-me:
- Procurei por um dominador.
- Mas não te domino eu? - interroga Duncan.
- Não - respondeu ela. - Porque tu amas-me.
Um homem que domina é um homem que não ama. Tem uma tremenda vitalidade animal, uma força, capaz de conquistar. É um conquistador, as pessoas submetem-se-lhe, mas ele não ama ou compreende.
(p.23)
Ofereceram-me uma rosa escrita; não a de Hiroxima, que não era escrita, mas uma rosa que saiu do silêncio da noite. Não é dominadora, a rosa.
Gostei. É mesmo assim.
Continuo a devorar o livro. Não era isso que eu queria?
setembro 07, 2009
Sixpence None the Richer - Kiss Me (Sims 2)
A pedido de vários ouvintes apaixonados, que dedicam aos seus respectivos pares.
Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing, swing the spinning step
You wear those shoes and I will wear that dress.
[Chorus:]
Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
Kiss me down by the broken tree house
Swing me upon its hanging tire
Bring, bring, bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map
Kiss me out of the bearded barley
Nightly, beside the green, green grass
Swing, swing, swing the spinning step
You wear those shoes and I will wear that dress.
[Chorus:]
Oh, kiss me beneath the milky twilight
Lead me out on the moonlit floor
Lift your open hand
Strike up the band and make the fireflies dance
Silver moon's sparkling
So kiss me
Kiss me down by the broken tree house
Swing me upon its hanging tire
Bring, bring, bring your flowered hat
We'll take the trail marked on your father's map
setembro 06, 2009
Biblioteca Virtual Galega
Escolma
Vim nas ondas do mar
os cadaleitos da fame...
escura flor
nascida na sombra nocturna
do cipreste.
Nada,
só o outro
é eterno.
Nom quero lume de espadas
no mar mareiro
nem sonhos bandeiras
prenhados de terro.
Ficarei longe dos estadulhos
dourados dos deuses,
ali, onde as cantigas
traem ventura.
Fiquei
sozinho à beiramar
das lembranças
...Além
dos teixos
e das palavras baleiras.
Tenso o arco...
ao pé da fonte
dos pássaros tristes.
Corral Iglesias
Questiono-me:
até quando ficarão guardadas as memórias?
será que os pássaros as retêm?
e a água da fonte?
lava-as ou leva-as?
deixas-me o arco para quê?
o círculo está fechado.
vou voar.
Vim nas ondas do mar
os cadaleitos da fame...
escura flor
nascida na sombra nocturna
do cipreste.
Nada,
só o outro
é eterno.
Nom quero lume de espadas
no mar mareiro
nem sonhos bandeiras
prenhados de terro.
Ficarei longe dos estadulhos
dourados dos deuses,
ali, onde as cantigas
traem ventura.
Fiquei
sozinho à beiramar
das lembranças
...Além
dos teixos
e das palavras baleiras.
Tenso o arco...
ao pé da fonte
dos pássaros tristes.
Corral Iglesias
Questiono-me:
até quando ficarão guardadas as memórias?
será que os pássaros as retêm?
e a água da fonte?
lava-as ou leva-as?
deixas-me o arco para quê?
o círculo está fechado.
vou voar.
setembro 02, 2009
Cartas de Amor

Estão "em trânsito" as minhas "Cartas de Amor de Henry Miller para Anais Nin".
Passo a explicar.
Encomendei a obra a 5 de Agosto, via net, na Worten, solicitando o seu envio para a loja X, no Norte, já que me encontrava ali de férias. Entretanto, indo à Worten dessa localidade, tomei conhecimento que o livro não chegaria a tempo para que o trouxesse comigo e dele aproveitasse a leitura durante a viagem de regresso. Assim, pedi que mo enviassem para a loja Y, mais perto da minha residência.
Quando ontem ia, feliz da vida, reclamar a minha encomenda, e após consulta ao sistema, sou informada que o meu livro, sim, tinha sido expedido dos armazéns online dia 7 de Agosto, e que eatava "em trânsito", nao podendo prever a sua chegada.
Primeiro nem quis acreditar: tinha esperado quase um mês para ler ansiosamente estas cartas de amor e voltava de mãos vazias? Depois lembrei-me que o meu país é Portugal e a estupfacção passou. Mas fiquei triste, ah, fiquei.
Por onde andará agora o meu livro? Estará já a caminho do sul? Será que, nestas delongas, já foi lido por algum curioso apaixonado que julgou ter encontrado uma maneira fácil de se declarar mais romanticamente à sua apaixonada? Ou vice-versa?
Será que se perdeu no nevoeiro do caminho? Será que ficou esquecido a um canto do camião que o transporta, tão pequeno e insignificante que parece ser?
Desespero pelo meu livro. Quero, exijo ler as "Cartas de Amor de Henry Miller para Anais Nin" antes que o Amor acabe. Em teu nome, EFE, que tens provado, tão longe e tão perto, como podemos ser livres dentro de quatro paredes, fechados apenas sobre os nossos segredos mais intimamente inconfessáveis.
Etiquetas:
Anais Nin,
di-vagando,
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