Museu dos Barbadinhos | pormenor
fevereiro 11, 2010
fevereiro 07, 2010
Ainda dá Tempo
Vamos lá bordadeiras! Ainda dá tempo de bordar um...
O meu coração e o teu
Sempre juntos hão-de andar
Nem há nada neste mundo
Que os possa separar
A carta que me mandaste
Em cima da cama a li
Dei um beijo em cada letra
A chorar adormeci
A pena com que te escrevo
Sai-me da palma da mão
A tinta sai-me dos olhos
E a mágoa do coração
Aqui tens meu coração
Mais a chave pró abrir
Não tenho mais que te dar
Nem tu mais que me pedir
Nosso amor
Há-de acabar
Quando esta pomba
Voar.
Coração por coração
Amor não troques o meu
Olha que o meu coração
Sempre foi leal ao teu
Mais informação sobre os "Lenços de Namorados" ou "Lenços de Pedidos" AQUI.
fevereiro 06, 2010
Notícias - Vidigueira
Autarcas reduzem salários em 10%
2010-01-26
T.C.
Os autarcas eleitos e os nomeados da Câmara Municipal de Vidigueira decidiram ontem, segunda-feira, numa medida inédita em Portugal, reduzir em 10% os seus salários, como forma de contribuir para o aumento do vencimento dos funcionários que auferem o salário mínimo nacional.
Anteontem a autarquia tinha tornado pública, outra decisão sem precedentes na vida autárquica, ao aumentar as subvenções de 40 trabalhadores, que tinham de ordenado base 450 euros, passando os mesmos a receber 532 euros.
Ao JN, Manuel Narra, presidente do Executivo municipal, justificou que esta tomada de posição está "dentro do mesmo pacote" e visa sustentar em termos orçamentais a medida aplicada aos trabalhadores, "contribuindo para o equilíbrio orçamental" da edilidade. Lembrando que o aumento salarial, que vai custar 50 mil euros/ano aos cofres da Câmara, o autarca sustentou que a redução dos vencimentos "não chega para cobrir a totalidade da decisão". "Trata-se, porém, de um sinal de que queremos contribuir para combater a crise", salvaguardou.
O autarca da Vidigueira, também vogal do Conselho Directivo da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), defende que a classe política "deve ser aquela que se posiciona melhor para dar o exemplo". E lança um desafio a outros autarcas e políticos em geral, no sentido de "seguirem o exemplo", dos homens e mulheres da vila alentejana.
Esta notícia chegou-me hoje, por linhas travessas. Não faço comentários, mas lembrei-me de uma conversa que ouvi, um destes dias, no meu local de trabalho.
Duas auxiliares conversavam e comentavam o custo de um qualquer bem mais dispensável. Quarenta euros? - dizia uma - com esse dinheiro como eu a semana toda!
Entenda-se por "eu" duas pessoas.
Mais uma vez, sem comentários.
2010-01-26
T.C.
Os autarcas eleitos e os nomeados da Câmara Municipal de Vidigueira decidiram ontem, segunda-feira, numa medida inédita em Portugal, reduzir em 10% os seus salários, como forma de contribuir para o aumento do vencimento dos funcionários que auferem o salário mínimo nacional.
Anteontem a autarquia tinha tornado pública, outra decisão sem precedentes na vida autárquica, ao aumentar as subvenções de 40 trabalhadores, que tinham de ordenado base 450 euros, passando os mesmos a receber 532 euros.
Ao JN, Manuel Narra, presidente do Executivo municipal, justificou que esta tomada de posição está "dentro do mesmo pacote" e visa sustentar em termos orçamentais a medida aplicada aos trabalhadores, "contribuindo para o equilíbrio orçamental" da edilidade. Lembrando que o aumento salarial, que vai custar 50 mil euros/ano aos cofres da Câmara, o autarca sustentou que a redução dos vencimentos "não chega para cobrir a totalidade da decisão". "Trata-se, porém, de um sinal de que queremos contribuir para combater a crise", salvaguardou.
O autarca da Vidigueira, também vogal do Conselho Directivo da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), defende que a classe política "deve ser aquela que se posiciona melhor para dar o exemplo". E lança um desafio a outros autarcas e políticos em geral, no sentido de "seguirem o exemplo", dos homens e mulheres da vila alentejana.
Esta notícia chegou-me hoje, por linhas travessas. Não faço comentários, mas lembrei-me de uma conversa que ouvi, um destes dias, no meu local de trabalho.
Duas auxiliares conversavam e comentavam o custo de um qualquer bem mais dispensável. Quarenta euros? - dizia uma - com esse dinheiro como eu a semana toda!
Entenda-se por "eu" duas pessoas.
Mais uma vez, sem comentários.
fevereiro 05, 2010
fevereiro 03, 2010
The Sleeping Beauty
É mesmo assim: a Bela Adormecida encontrou no Jasmim a sua almofada favorita. E o Jasmim deixa. E deixa também que ela lhe lave as orelhas. Não, não é um sinal de submissão. Aliás, ela sabe que apesar de bufar, de mostrar os dentes (tudo fogo de vista), ninguém lhe tem respeito e que quem manda... é mesmo ele.
janeiro 31, 2010
Because it's Sunday and the sun is shining
Does he love me, I wanna know
How can I tell if he loves me so?
[Is it in his eyes?]
Oh, no you'll be decieved
[Is it in his sighs?]
Oh, no he'll make believe
If you wanna know
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
If he loves you so
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
It's in his kiss
[That's where it is, oh yeah]
How can I tell if he loves me so?
[Is it in his eyes?]
Oh, no you'll be decieved
[Is it in his sighs?]
Oh, no he'll make believe
If you wanna know
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
If he loves you so
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
It's in his kiss
[That's where it is, oh yeah]
janeiro 29, 2010
Um Rio Azul
Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar
Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.
Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar
Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.
Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Letra e Música: Mário Regalado
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Letra e Música: Mário Regalado
janeiro 28, 2010
Shall we dance?
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
Just melt against my skin
And let me feel your heart,
Don't let the music win
By dancing far apart.
Come close where you belong.
Let's hear our secret song.
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
And we'll discover highs
We never knew before,
If we just close our eyes
And dance around the floor.
That gay old fashioned way
That makes me love you more.
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
And we'll discover highs
We never knew before,
If we just close our eyes
And dance around the floor.
That gay old fashioned way
That makes me love you more.
janeiro 26, 2010
As palavras em jogopelo seu autor, José do Carmo Francisco
Está quase a chegar às livrarias este livro de 220 páginas que recupera do pó do relativo esquecimento 30 entrevistas e 1 memória, lembrando deste modo 30 anos de jornalismo. No universo multifacetado dos entrevistados há um abrangente olhar sobre o Desporto e a Sociedade: Álvaro Cunhal, Américo Guerreiro de Sousa, António Alçada Baptista, António Roquete, Carlos Mendes, Clara Pinto Correia, Daniel Sampaio, David Mourão-Ferreira, Dinis Machado, E.M. Melo e Castro, Eduardo Guerra Carneiro, Eduardo Nery, Fausto, Francisco dos Santos, Francisco José Viegas, Helena Marques, Joaquim Pessoa, José Duarte, José Fernandes Fafe, José Manuel Mendes, José Nuno Martins, José Quitério, Lídia Jorge, Luís Filipe Maçarico, Mário Jorge, Matos Maia, Mia Couto, Nicolau Saião, Rita Ferro, Romeu Correia e Urbano Tavares Rodrigues.
Para ler mais AQUI.
Etiquetas:
escrita,
josé do carmo francisco
janeiro 24, 2010
janeiro 18, 2010
sobre o tejo
sobre o tejo
lavarei
as minhas mãos
o pensamento
memórias
para que nada
reste
das
impurezas
da
alma
nem da
tarde
que cai
serena
sobre
os arrozais
refúgio de
quem
amou
ou uma
janela
aberta
sobre o
teu corpo
chamamento de
luz
entre-aberta
sobre a
claridade
do amanhcer
novo
onde respiro
e lavo
as minhas mãos
para
imaculada
te poder
receber
janeiro 11, 2010
A Casa do Lago
O quadro estava suspenso no quarto onde dormia, na parede ao lado da varanda que dava para o pelourinho, obra prima da arte manuelina. Não tinha assinatura. Parecia-me uma tentativa a óleo de imitar um qualquer impressionista, talvez, em parte conseguida não pela técnica em si, mas pela cor, pela luz e pela serenidade que me transmitia.
Tinhas deixado um bilhete em cima da cómoda, debaixo da moldura que te havia dado com o meu retrato. Tinhas escrito "Vou ter contigo à casa do Lago...quero que estejas à minha espera muito bonita."
Sorri para mim e depois para o quadro. Imaginei-me à janela, afastando os ramos da buganvília, e tentando antever a tua chegada. No tejadilho do carro trarias a canoa, na ânsia de vasculhares todos os recantos e cascatas que te chamavam, dizias tu, e onde te perdias horas a fio, enquanto eu lia e dormitava, dormitava e relia, deitada na erva fresca que cheirava a verão e a sonhos. No primeiro dia dos dias passados na Casa do Lago, tínhas-me deixado um outro escrito meio escondido dentro da canoa - lembras? - "não entres para dentro da canoa ,vai ao fundo com nós os dois...".
Voltei a sorrir. Abri o armário em madeira de castanho (embriagou-me o cheiro doce que dele se desprendia) e tirei o vestido em tons de azul, os sapatos pérola de pequenos tacões e vesti-me demoradamente. Passei as mãos pelo cabelo e compus os folhos sobre o meu peito a descoberto. Pude assim saltar para o quadro suspenso na parede, fazer dele um Monet ou um Degas, e esperar por ti, na claridade da tarde quente, o meu reflexo na água morna, e a minha voz a dizer-te, ao ouvido, "Vou esperar por ti na casa do lago, sim..."
janeiro 09, 2010
Flor-de-Lótus
Flor-de-Lótus era o nome de uma boneca, pertença de uma amiga de infância, com quem brincava às casinhas, no prédio de três pequenos andares por onde se estendia a sua casa antiga e de escadas exíguas.
Sempre quis pôr este nome a qualquer coisa minha. Às filhas, tal não me passou pela ideia, sou franca, e às bonecas que eu tive depois também não, porque Flor-de-Lótus era só aquela.
Poderia ter posto o nome ao Jasmim, não fosse ele um macho, que me adoptou como sua não-sei-quê e que, apesar de já ter feito dois anos, continua a deliciar-se no meu colo quando me vê sentada na mesa, a trabalhar, obrigando-me muitas vezes a teclar apenas com a mão direita.
Sem dúvida que sim. O meu Jasmim poderia chamar-se Flor-de-Lótus, que no meu dicionário significa Minha-Ternura-de-todo-o-Tamanho, Meu-Torrãozinho-de-Mel, Minha-Fofura-Branca-de-Neve, ou qualquer nome derivado, que Jasmim só parece não chegar.
Poderia então dizer-lhe, nana, nana, Jasmim-Kenino-Flor-de-Algodão, e adormecer, quem sabe, embalada no teu doce ronronar.
janeiro 06, 2010
janeiro 04, 2010
dezembro 31, 2009
dezembro 28, 2009
dezembro 27, 2009
A Idade da Inocência
composição de JET
Eu tinha passado há muito a idade da inocência. Conservava, porém, o meu quadro suspenso na parede, não por cima da lareira, mas no primeiro lance das escadas que conduziam ao primeiro andar. Podia, dessa forma, vislumbrar o movimento dos habitantes que rodopiavam entre as paredes revestidas a estuque, que escorriam humidade nos dias de Inverno, mas que eu não sentia porque já era um quadro na tela não sei de que pintor.
Tinha pedido, suplicado que me deixassem ali ficar. Queria poder coabitar com as fadas e os duendes, com o Pequenu, com a Blondina, embrenhar-me pela floresta de lilazes, onde eu sabia que, mais cedo ou mais tarde, encontraria um príncipe todo vestido de branco, que entenderia toda a minha inocência e que me diria: vem, serás eternamente uma menina, a minha menina.
À medida que os anos passavam as pessoas que deslizavam pelas escadas iam trazendo notícias do mundo lá fora enquanto eu me mantinha inalterável naquele quadro, apenas retocando o meu cabelo e a boca de rubi com que me haviam pintado, em pinceladas precisas e quentes. Quente era também o meu peito que não se via, para quê, se, na verdade, eu era invisível ao tempo?
Conservo ainda essa tela. Suplico ainda: deixem-me aqui ficar.
Eu tinha, eu tenho a idade da inocência e vejo ao longe uma floresta de lilazes.
dezembro 22, 2009
FELIZ NATAL
Encontrar-nos-emos algum dia, de alguma forma
talvez neste lugar
e aí poderemos renascer
FELIZ NATAL 2009
Nota: fotografias da autora tiradas em ambiente virtual
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