março 16, 2010
março 11, 2010
São cinco e meia da manhã e já vejo a luz do dia a despontar. Acordem, filhas. A cidade chama por nós. Em breve a chuva passará e seremos bafejadas por uns raios de sol, ainda que frios, ainda que fugidios. Venham, vamos aquecer a alma, let's go sweety, entre dois ou três cafés à escolha, e logo mais regressaremos a este espaço, cansadas mas felizes. E a noite deixará em repouso os risos, e amanhã o sol voltará a surgir às cinco e meia da manhã, minhas bailarinas de Degas...
março 05, 2010
março 03, 2010
Olhei para ele mais demoradamente e fez-me lembrar uma esfinge egípcia. Da esfinge passei para faraós. De faraós passei para Tutankamon. Depois veio Tu-tanke-Kamon.
Assim nasceu o Tuka. Apresentado formalmente hoje à sociedade.
O Tuka adoptou o Jasmim como seu melhor (e único) amigo, já que as gatas não lhe passam cartão, ou se passam é para lhe dar sapatadas... e o Jasmim aceitou o Tuka. Alguém diz que não?
fevereiro 27, 2010
Meu amor, é primavera
Por ti, e só por ti apenas, regresso ao
inominável campo dos sentidos
onde as searas desabrocham
em tons de verde-mar em espera.
na planura pressinto o teu estio
ele virá em leves passos perdidos
palavras ditas e reditas nunca gastas
meu amor, que queres, é primavera.
e os pássaros cantam em desalinho
num ensaio de cores de folhas caídas
no teu regaço doce de arminho
e traçam esta estrada de busca
almas de dor despidas
e o regresso
tão breve
do amor tecido em
searas e lençóis de linho.
(meu amor, que queres, és primavera.)
(meu amor, que queres, és primavera.)
fevereiro 24, 2010
fevereiro 20, 2010
fevereiro 18, 2010
Liberty
Carnaby Street
Dei-me conta, por estes dias, que as minhas filhas congeminavam sobre mim. Apanhei-lhes uns olhares furtivos, uma troca de palavras escondidas em sorrisos, e senti-me o alvo de qualquer comentário entre elas que não procurei saber, mas que entendi como carinhoso.
Dei-me conta que me observam constantemente, tipo, mãe, olha as escadas, mãe, estás bem, mãe... por aí afora.
Tive a certeza, por estes dias, quando teimaram em acompanhar-me ao terminal do comboio que me levaria ao aeroporto e ficaram à espera que ele lá partisse, transportando em segurança a sua preciosa mama. Só faltaram mesmo dois lenços brancos a acenar...
Mal adivinhavam elas que essa preciosidade, que por mero acaso é esta pessoa, se distraiu no dito aeroporto e só quando reparou que faltavam cinco minutos para o avião partir é que decidiu consultar o placard onde piscava, a vermelho, a última chamada para o voo tal, tal, tal.
Há meses que não sabia o que era correr! Quando, finalmente, cheguei à porta do pássaro grande, pedi desculpa, levantei a cabeça e deslizei pelo corredor, passo seguro, sentindo-me observada por todos aqueles que já estavam sentadinhos. Foi um momento alto para a minha auto estima. Por breves minutos, tinha regressado aos palcos.
Não sei é se as minhas filhas vão achar o mesmo...
fevereiro 17, 2010
Acabadinha de chegar de terras de sua majestade onde passei uns míseros mas belíssimos quatro dias sou confrontada com a informação de que, por ordens superiores, os novos programas de Língua Portuguesa, afinal, vão ficar suspensos até... novas ordens.
As formadoras que têm trabalhado com algumas colegas estão perplexas, o coordenador nacional está perplexo.
Mal tinha acabado de poisar os pés em terra lusa apeteceu-me logo voltar para trás, para aqueles dias cinzentos, chuvosos e frios, onde coisas que acontecem aqui são impensáveis lá, onde tudo pode não ser perfeito, mas onde os políticos têm uma coisa que se chama vergonha na cara e onde a comunicação social não é censurada.
Lembrei-me, entretanto, de uma fotografia que trouxe no meu rol. Estava nas costas de uma porta de um local privadíssimo e, neste momento, não me ocorre partilhar outra que não essa. O momento assim o exige.
fevereiro 11, 2010
fevereiro 07, 2010
Ainda dá Tempo
Vamos lá bordadeiras! Ainda dá tempo de bordar um...
O meu coração e o teu
Sempre juntos hão-de andar
Nem há nada neste mundo
Que os possa separar
A carta que me mandaste
Em cima da cama a li
Dei um beijo em cada letra
A chorar adormeci
A pena com que te escrevo
Sai-me da palma da mão
A tinta sai-me dos olhos
E a mágoa do coração
Aqui tens meu coração
Mais a chave pró abrir
Não tenho mais que te dar
Nem tu mais que me pedir
Nosso amor
Há-de acabar
Quando esta pomba
Voar.
Coração por coração
Amor não troques o meu
Olha que o meu coração
Sempre foi leal ao teu
Mais informação sobre os "Lenços de Namorados" ou "Lenços de Pedidos" AQUI.
fevereiro 06, 2010
Notícias - Vidigueira
Autarcas reduzem salários em 10%
2010-01-26
T.C.
Os autarcas eleitos e os nomeados da Câmara Municipal de Vidigueira decidiram ontem, segunda-feira, numa medida inédita em Portugal, reduzir em 10% os seus salários, como forma de contribuir para o aumento do vencimento dos funcionários que auferem o salário mínimo nacional.
Anteontem a autarquia tinha tornado pública, outra decisão sem precedentes na vida autárquica, ao aumentar as subvenções de 40 trabalhadores, que tinham de ordenado base 450 euros, passando os mesmos a receber 532 euros.
Ao JN, Manuel Narra, presidente do Executivo municipal, justificou que esta tomada de posição está "dentro do mesmo pacote" e visa sustentar em termos orçamentais a medida aplicada aos trabalhadores, "contribuindo para o equilíbrio orçamental" da edilidade. Lembrando que o aumento salarial, que vai custar 50 mil euros/ano aos cofres da Câmara, o autarca sustentou que a redução dos vencimentos "não chega para cobrir a totalidade da decisão". "Trata-se, porém, de um sinal de que queremos contribuir para combater a crise", salvaguardou.
O autarca da Vidigueira, também vogal do Conselho Directivo da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), defende que a classe política "deve ser aquela que se posiciona melhor para dar o exemplo". E lança um desafio a outros autarcas e políticos em geral, no sentido de "seguirem o exemplo", dos homens e mulheres da vila alentejana.
Esta notícia chegou-me hoje, por linhas travessas. Não faço comentários, mas lembrei-me de uma conversa que ouvi, um destes dias, no meu local de trabalho.
Duas auxiliares conversavam e comentavam o custo de um qualquer bem mais dispensável. Quarenta euros? - dizia uma - com esse dinheiro como eu a semana toda!
Entenda-se por "eu" duas pessoas.
Mais uma vez, sem comentários.
2010-01-26
T.C.
Os autarcas eleitos e os nomeados da Câmara Municipal de Vidigueira decidiram ontem, segunda-feira, numa medida inédita em Portugal, reduzir em 10% os seus salários, como forma de contribuir para o aumento do vencimento dos funcionários que auferem o salário mínimo nacional.
Anteontem a autarquia tinha tornado pública, outra decisão sem precedentes na vida autárquica, ao aumentar as subvenções de 40 trabalhadores, que tinham de ordenado base 450 euros, passando os mesmos a receber 532 euros.
Ao JN, Manuel Narra, presidente do Executivo municipal, justificou que esta tomada de posição está "dentro do mesmo pacote" e visa sustentar em termos orçamentais a medida aplicada aos trabalhadores, "contribuindo para o equilíbrio orçamental" da edilidade. Lembrando que o aumento salarial, que vai custar 50 mil euros/ano aos cofres da Câmara, o autarca sustentou que a redução dos vencimentos "não chega para cobrir a totalidade da decisão". "Trata-se, porém, de um sinal de que queremos contribuir para combater a crise", salvaguardou.
O autarca da Vidigueira, também vogal do Conselho Directivo da Associação de Municípios do Baixo Alentejo e Alentejo Litoral (AMBAAL), defende que a classe política "deve ser aquela que se posiciona melhor para dar o exemplo". E lança um desafio a outros autarcas e políticos em geral, no sentido de "seguirem o exemplo", dos homens e mulheres da vila alentejana.
Esta notícia chegou-me hoje, por linhas travessas. Não faço comentários, mas lembrei-me de uma conversa que ouvi, um destes dias, no meu local de trabalho.
Duas auxiliares conversavam e comentavam o custo de um qualquer bem mais dispensável. Quarenta euros? - dizia uma - com esse dinheiro como eu a semana toda!
Entenda-se por "eu" duas pessoas.
Mais uma vez, sem comentários.
fevereiro 05, 2010
fevereiro 03, 2010
The Sleeping Beauty
É mesmo assim: a Bela Adormecida encontrou no Jasmim a sua almofada favorita. E o Jasmim deixa. E deixa também que ela lhe lave as orelhas. Não, não é um sinal de submissão. Aliás, ela sabe que apesar de bufar, de mostrar os dentes (tudo fogo de vista), ninguém lhe tem respeito e que quem manda... é mesmo ele.
janeiro 31, 2010
Because it's Sunday and the sun is shining
Does he love me, I wanna know
How can I tell if he loves me so?
[Is it in his eyes?]
Oh, no you'll be decieved
[Is it in his sighs?]
Oh, no he'll make believe
If you wanna know
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
If he loves you so
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
It's in his kiss
[That's where it is, oh yeah]
How can I tell if he loves me so?
[Is it in his eyes?]
Oh, no you'll be decieved
[Is it in his sighs?]
Oh, no he'll make believe
If you wanna know
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
If he loves you so
[Shoop, shoop, shoop, shoop]
It's in his kiss
[That's where it is, oh yeah]
janeiro 29, 2010
Um Rio Azul
Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar
Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.
Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar
Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.
Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Letra e Música: Mário Regalado
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.
Letra e Música: Mário Regalado
janeiro 28, 2010
Shall we dance?
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
Just melt against my skin
And let me feel your heart,
Don't let the music win
By dancing far apart.
Come close where you belong.
Let's hear our secret song.
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
And we'll discover highs
We never knew before,
If we just close our eyes
And dance around the floor.
That gay old fashioned way
That makes me love you more.
Dance in the Old Fashioned Way.
Won't you stay in my arms?
And we'll discover highs
We never knew before,
If we just close our eyes
And dance around the floor.
That gay old fashioned way
That makes me love you more.
janeiro 26, 2010
As palavras em jogopelo seu autor, José do Carmo Francisco
Está quase a chegar às livrarias este livro de 220 páginas que recupera do pó do relativo esquecimento 30 entrevistas e 1 memória, lembrando deste modo 30 anos de jornalismo. No universo multifacetado dos entrevistados há um abrangente olhar sobre o Desporto e a Sociedade: Álvaro Cunhal, Américo Guerreiro de Sousa, António Alçada Baptista, António Roquete, Carlos Mendes, Clara Pinto Correia, Daniel Sampaio, David Mourão-Ferreira, Dinis Machado, E.M. Melo e Castro, Eduardo Guerra Carneiro, Eduardo Nery, Fausto, Francisco dos Santos, Francisco José Viegas, Helena Marques, Joaquim Pessoa, José Duarte, José Fernandes Fafe, José Manuel Mendes, José Nuno Martins, José Quitério, Lídia Jorge, Luís Filipe Maçarico, Mário Jorge, Matos Maia, Mia Couto, Nicolau Saião, Rita Ferro, Romeu Correia e Urbano Tavares Rodrigues.
Para ler mais AQUI.
Etiquetas:
escrita,
josé do carmo francisco
janeiro 24, 2010
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