abril 04, 2010

e continuam perdidos, os olhos

Portugal (somewhere2)

abril 03, 2010

... e os meus olhos ficaram tão cheios

Portugal (somewhere)

março 29, 2010

Correm serenos os dias


O meu olhar é grande. Não vejo o pormenor, vejo o todo. Dizem que é uma característica que nos vem dos tempos mais ancestrais, da nossa memória colectiva enquanto fêmeas.
Seja o que for.
Dá-me paz.

março 28, 2010

I Carry your Heart

Sou uma cinéfila de trazer por casa. Do que gosto, vasculho. 
E guardo. Assim.




I carry your heart with me (I carry it in
my heart). I am never without it (anywhere
I go you go,my dear; and whatever is done
by only me is your doing, my darling)
I fear
no fate (for you are my fate, my sweet)I want
no world(for beautiful you are my world,my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you

here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud
and the sky of the sky of a tree called life; which grows
higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)  

março 27, 2010

Férias?

Os meus alunos acharam que a minha cara pedia descanso. Vai daí, e como a aula era a última e estava quase a terminar, avaliação feita e já na fase dos planos de férias, arriscaram. A stora é que está a precisar de férias. Sorri. Estou? Querem sugerir-me algum local? 
Ai o que eu fui fazer! Foram tantas as sugestões que nem tive tempo de anotar. Cada uma mais arrojada do que a outra. Engraçado, os locais eram todos bem longe daqui. Pedi-lhes então uma alternativa mais perto. O quê? Ficar por aqui não são férias, stora!

Não seria má ideia. Enquanto a confusão da conversa ia crescendo, e eu já sem forças para argumentar o que quer que fosse, revi algumas imagens que me poderiam levar a um desses destinos tipo paraíso-para-descansar-a-cabeça.
Poderia ser aqui...

 ... ou aqui...


Por fim lembrei-lhes que as minhas férias não eram tão longas quanto as deles, para pena minha. E que fazer viagens tão longas seria mais cansativo do que relaxante. Mas eles não queriam saber: férias é longe!
Acabei por não lhes revelar os meus planos. Que talvez sejam mesmo por aqui...


Os outros locais continuam guardados, quem sabe, um dia...

Nota: fotos retiradas da internet sem autor identificado.

março 22, 2010

Finalmente és Primavera.
Quero escrever de-vagar
no sereno da manhã
antes que o chão desperte
e revele os passos.

Finalmente caminho para 
a porta que é de vidro.
Descrevo a imagem para 
mim entre o receio do
esquecimento e a alegria
(joy, sweet joy)
de um abraço solto nas
escadas.

Finalmente palavras contidas
no sussurro da noite onde
uma luz ilumina os degraus
que trouxeste.

março 21, 2010

março 20, 2010

Hoje...

Há dias em que acordo assim...
... outros assim.
Hoje acordei ASSIM!
Feira Medieval, Braga, 2008

março 18, 2010

Instrumentos de Sopro


Acaba de ser publicado nas edições Sempre-em-Pé, sediadas em Águas Santas (Maia) e responsáveis pela revista de poesia DiVersos, o novo livro de Ruy Ventura, intitulado Instrumentos de Sopro. Esta colectânea de poesia do autor de Chave de Ignição está integrada na colecção UniVersos, contando com um prefácio do poeta brasileiro C. Ronald e com uma capa criada a partir de um óleo do pintor Nuno de Matos Duarte.

O livro agora publicado nasce da colectânea intitulada El lugar, la imagen, editada em Espanha pela Editora Regional da Extremadura no ano 2006, com tradução para castelhano de Antonio Sáez Delgado. Os poemas aí incluídos fazem agora parte da segunda secção do livro, que surge ladeada por mais dois volantes, um prólogo e um epílogo.


Para ler mais AQUI

Ao amigo Ruy, colega de trabalho, parceiro de uma sinfonia que há-de nascer, os parabéns por mais este "filho", que será, estou certa, mais um digno passo nessas escadas da vida e da poesia, ou da poesia e da vida, tanto fará.


março 17, 2010

HAPPY BIRTHDAY



QUE O TEU DIA SEJA ASSIM, FILHOTA, FELIZ!

março 16, 2010

Qui a le droit

março 11, 2010



















São cinco e meia da manhã e já vejo a luz do dia a despontar. Acordem, filhas. A cidade chama por nós. Em breve a chuva passará e seremos bafejadas por uns raios de sol, ainda que frios, ainda que fugidios. Venham, vamos aquecer a alma, let's go sweety, entre dois ou três cafés à escolha, e logo mais regressaremos a este espaço, cansadas mas felizes. E a noite deixará em repouso os risos, e amanhã o sol voltará a surgir às cinco e meia da manhã, minhas bailarinas de Degas...

março 05, 2010

Highlights



































Chinatown | Londres

março 03, 2010

Olhei para ele mais demoradamente e fez-me lembrar uma esfinge egípcia. Da esfinge passei para faraós. De faraós passei para Tutankamon. Depois veio Tu-tanke-Kamon. 
Assim nasceu o Tuka. Apresentado formalmente hoje à sociedade.

















O Tuka adoptou o Jasmim como seu melhor (e único) amigo, já que as gatas não lhe passam cartão, ou se passam é para lhe dar sapatadas... e o Jasmim aceitou o Tuka. Alguém diz que não?


fevereiro 27, 2010

Meu amor, é primavera


Por ti, e só por ti apenas, regresso ao
inominável campo dos sentidos
onde as searas desabrocham
em tons de verde-mar em espera.

na planura pressinto o teu estio
ele virá em leves passos perdidos
palavras ditas e reditas nunca gastas
meu amor, que queres, é primavera.

e os pássaros cantam em desalinho
num ensaio de cores de folhas caídas
no teu regaço doce de arminho
e traçam esta estrada de busca
almas de dor despidas 
e o regresso
tão breve 
do amor tecido em
searas e lençóis de linho.
(meu amor, que queres, és primavera.)

A Primavera já chegou apesar do céu encoberto e da chuva que teima em não parar. Mas ela está aí. Sente-se o seu cheiro, o cheiro quente da terra, e os pássaros ensaiam chilreios de amor. Eu sei que ela está aí e com ela o renascer.

fevereiro 24, 2010

The Flying Train

 














Luton, England

fevereiro 20, 2010

Registos de um dia qualquer


fevereiro 18, 2010

Liberty

 Carnaby Street

Dei-me conta, por estes dias, que as minhas filhas congeminavam sobre mim. Apanhei-lhes uns olhares furtivos, uma troca de palavras escondidas em sorrisos, e senti-me o alvo de qualquer comentário entre elas que não procurei saber, mas que entendi como carinhoso.
Dei-me conta que me observam constantemente, tipo, mãe, olha as escadas, mãe, estás bem, mãe... por aí afora.
Tive a certeza, por estes dias, quando teimaram em acompanhar-me ao terminal do comboio que me levaria ao aeroporto e ficaram à espera que ele lá partisse, transportando em segurança a sua preciosa mama. Só faltaram mesmo dois lenços brancos a acenar...
Mal adivinhavam elas que essa preciosidade, que por mero acaso é esta pessoa, se distraiu no dito aeroporto e só quando reparou que faltavam cinco minutos para o avião partir é que decidiu consultar o placard onde piscava, a vermelho, a última chamada para o voo tal, tal, tal.
Há meses que não sabia o que era correr! Quando, finalmente, cheguei à porta do pássaro grande, pedi desculpa, levantei a cabeça e deslizei pelo corredor, passo seguro, sentindo-me observada por todos aqueles que já estavam sentadinhos. Foi um momento alto para a minha auto estima. Por breves minutos, tinha regressado aos palcos. 
Não sei é se as minhas filhas vão achar o mesmo...

fevereiro 17, 2010

Acabadinha de chegar de terras de sua majestade onde passei uns míseros mas belíssimos quatro dias sou confrontada com a informação de que, por ordens superiores, os novos programas de Língua Portuguesa, afinal, vão ficar suspensos até... novas ordens.
As formadoras que têm trabalhado com algumas colegas estão perplexas, o coordenador nacional está perplexo.
Mal tinha acabado de poisar os pés em terra lusa apeteceu-me logo voltar para trás, para aqueles dias cinzentos, chuvosos e frios, onde coisas que acontecem aqui são impensáveis lá, onde tudo pode não ser perfeito, mas onde os políticos têm uma coisa que se chama vergonha na cara e onde a comunicação social não é censurada.
Lembrei-me, entretanto, de uma fotografia que trouxe no meu rol. Estava nas costas de uma porta de um local privadíssimo e, neste momento, não me ocorre partilhar outra que não essa. O momento assim o exige.