Por ti, e só por ti apenas, regresso ao
inominável campo dos sentidos
onde as searas desabrocham
em tons de verde-mar em espera.
na planura pressinto o teu estio
ele virá em leves passos perdidos
palavras ditas e reditas nunca gastas
meu amor, que queres, é primavera.
e os pássaros cantam em desalinho
num ensaio de cores de folhas caídas
no teu regaço doce de arminho
e traçam esta estrada de busca
almas de dor despidas
e o regresso
tão breve
do amor tecido em
searas e lençóis de linho.
(meu amor, que queres, és primavera.)