Fotografia em ambiente digital. Apenas o cenário, as poses e as roupas podem mudar. A alma permanece, já que não acredito que a objectiva ma roube (sei lá para quem, ou para onde!).
Amanhã é fim de semana. Tenho de estudar as alterações do acordo ortográfico. Talvez olhe para mim própria e me reveja neste lago de águas calmas. Quem sabe?
setembro 10, 2010
setembro 06, 2010
O facto que a seguir relato sucedeu comigo, naquela que é considerada a maior rede social da actualidade.
De uma senhora (?) inscrita no Facebook, que se dá pelo nome de Paula Vargas, que não tem foto no perfil, com formação na Universidade Católica, acabo de receber duas mensagens privadas que partilho com os meus amigos e com aqueles menos amigos porque são apenas conhecidos.
A 1ª msg não tem conteúdo, apenas título, e diz "Feia".
A 2ª diz o seguinte: "Como é que pessoas tão feias andam no engate na internet,mas até esses te deixam, com essa idade e com filhas crescidas a estudar no estrangeiro devia ter juízo"
Não faço comentários. Estou com vómitos.
De uma senhora (?) inscrita no Facebook, que se dá pelo nome de Paula Vargas, que não tem foto no perfil, com formação na Universidade Católica, acabo de receber duas mensagens privadas que partilho com os meus amigos e com aqueles menos amigos porque são apenas conhecidos.
A 1ª msg não tem conteúdo, apenas título, e diz "Feia".
A 2ª diz o seguinte: "Como é que pessoas tão feias andam no engate na internet,mas até esses te deixam, com essa idade e com filhas crescidas a estudar no estrangeiro devia ter juízo"
Não faço comentários. Estou com vómitos.
agosto 22, 2010
Coisas da vida...
- Sim, eu sei que não tenho escrito muito. Os dias de férias têm sido bastante iguais, nem a este, nem a oeste nada de novo. A não ser ter partido um pulso, gesso, tala, consultas, um mês sem conduzir, nada de praia, uma ninhada de quatro gatinhos, quinze sessões de fisioterapia às oito da manhã, como dizia, nada de novo.
- A primeira coisa que fiz quando tive alta foi meter-me no carro e ir enfiar a cabeça nas águas da Figueirinha. Lavar os miolos, como costumo dizer. Foi um dos dias mais importantes destas minhas férias, acreditem.
- Tenho uma amiga que tem dois filhos e está desempregada, recebendo o subsídio habitual. Um dia destes foi chamada por uma empresa de trabalho temporário sediada em Setúbal para uma possível hipótese de emprego. Eram cerca de quinze pessoas. Explicaram-lhes então que era para uma fábrica na zona de Palmela, uma produção de pára-choques para abastecer a Auto Europa. Informaram, também, que seria um trabalho pesado, já que teriam de trabalhar em três turnos, e que a temperatura ambiente rondaria entre 40 a 50 graus. A justificação que foi dada para esta situação foi que a matéria prima não podia estar sujeita a ar condicionado. Vencimento? Ordenado mínimo.
- Diz-se muitas vezes na comunicação social que há pessoas que preferem ficar em casa com o subsídio de desemprego do que ir trabalhar. Pudera!!!
- Mas hoje também é um dia importante para mim. Vou a uma sardinhada e não vou ser eu a estar na grelha!
- E tenham um bom domingo!
agosto 14, 2010
É de lá que eu sou
A memória não me é totalmente fiel. Recordo parte de um poema, de um transmontano, o Professor e escritor Nelson Vilela, que reza assim:
Não sou daqui.
...
Sou de terras
Onde Deus, sem mar,
Inventou mastros e caravelas
E onde pedras e estrelas dormem à mesma altura.
É de lá que eu sou.
De serras que rios cortam às tiras
E orgulho tenho de nascer assim.
Podem rufar tambores, arraiais e viras,
É de lá que eu sou
Foi de lá que vim.
Não sou transmontana. Sou minhota de nascença e vi criar o Parque Nacional Peneda-Gerês. Vi lobos em liberdade, andei pela neve em caminhos onde o nevoeiro nos comia, passeei por matas onde o céu não se vê, milenares, subi ao pico de serras de onde o olhar se perdia. E pensava, meu Deus, que ordem é esta que cria uma Natureza tão bela? E apetecia ficar ali. Eternamente.
Por isso o meu peito fica apertado com as imagens e notícias sobre os incêndios. E fico sem palavras. Como se as estrelas se afastassem de mim e tornasse impossível tocá-las, como já toquei um dia.
agosto 11, 2010
O Amor Despido
O Amor Despido é uma exposição de fotografia em ambiente virtual (SL) que pode ser visitada até dia 15 deste mês, em It's Amazing, na D&M GALLERY.
Segundo a autora, não pretende ser mais do que isso: despir o Amor para um snapshot e partilhá-lo com os outros.
agosto 08, 2010
Braga revisitada
A manhã não está tão fresca como desejaria, mas ainda bem que corre uma ligeira brisa, mesmo assim antevendo-se outro dia de calor. O céu está levemente acinzentado pelos fogos que varrem esta zona do País, e há mesmo partículas de cinza no ar.
Decido-me por um passeio matinal pelo centro da urbe, um café numa esplanada, transeuntes que já não reconheço.
Começo pela Fonte do Ídolo, santuário rupestre da era pré-romana, dedicado à deusa indígena Nabia, intimamente ligada ao culto da água e da fertilidade.
Foi monumentalizada no início da fundação da cidade, por volta do século I D.C., por um emigrante de nome Celico Fronto, que mandou executar as esculturas e as inscrições visíveis na frente do santuário. Mais tarde, os seus descendentes renovaram o monumento acrescentando um lago frente à fonte.
As imagens e o texto não são bem visíveis nas fotografias. Este espaço oferece mais informação através da visualização de um vídeo em várias línguas, disponível no local. Faz parte do Itinerário Arqueológico Urbano da Cidade de Braga.
Um espaço a visitar.
De regresso a casa mais alguns registos.
Janela Manuelina da Casa dos Coimbras.
O contraste do tempo...
E ainda o contraste do tempo...
Regresso a casa. Uma tarde a prometer uma daquelas sestazitas, que não é só
no Alentejo que as há!
agosto 04, 2010
Ainda os gatos... meus e dos outros!
E agora? Como saio daqui?, - pensa a Pituxa
Acho que aqui passo despercebido, - pensa o Tommy. Talvez seja desta que vou de férias!
Esta bebezinha, nascida em minha casa e filha da Pituxa, foi adoptada desta forma quando arranjou casa nova. Imagem sem palavras...
Seria tudo tão bem mais simples se alguns homens pensassem como os gatos...
julho 27, 2010
Novos bebés
A minha casa parece ter este chamamento para maternidade felina. Já não sei a quantos nascimentos assisti. Desta vez, mesmo só com uma mão, ainda consegui ajudar a nascer o primogénito, que era bem grande e que decidiu ver a luz do dia ao contrário!
Et voilá! A Milu e os seus bebés!julho 22, 2010
Serviço Nacional de Saúde
Não sou contra o SNS. Muito pelo contrário, entendo que ele deveria estar unicamente sob a tutela do estado e ser gratuito. Assim como a Educação. Mas isso é outra história...
Há dias fracturei um braço. Dirigi-me ao Hospital de S. Bernardo, em Setúbal. Coisa simples, uma radiografia, um naco de gesso e lá me vim embora com consulta marcada para 6 de Agosto. Paguei 16,35€. Três dias depois tive de voltar ao serviço de ortopedia, uma vez que sentia um dedo bastante dormente. Nova vistoria, uma limadela no gesso e mais 8,40€. Dois dias passados e a mesma história, o dedo continuava adormecido. Nova ida ao hospital, que fica a cerca de 10Km, nova consulta. Mandaram-me comprar uma tala ortopédica para substituir o gesso. Lá fui. Paguei 48,00€ pela dita tala mais 8,40€ pela consulta.
Neste momento, os gastos com uma coisa tão simples, um acidente involuntário, chegam aos 100,00€, acrescentando as despesas de deslocação.
O dedo continua teimoso, por isso amanhã terei nova consulta, desta vez no Hospital do Outão, para tentarem descobrir o que provoca esse adormecimento. Terei de fazer um electro-qualquer-coisa.
Dar-vos-ei conta dos custos adicionais desta pequena saga que de bom só tem a delicadeza e a atenção com que tenho sido atendida por todo o pessoal do S. Bernardo.
Agora, tenham cuidado: antes de partir qualquer parte do corpo vejam se têm dinheiro no bolso...
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julho 10, 2010
Gatinhos
Somos um macho (todo preto) e uma fêmea (preta com malhas).
Precisamos com urgência de um lar.
Precisamos com urgência de um lar.
Nascemos a 15 de Abril de 2010.
Somos asseados e meiguinhos. Estamos na zona de Setúbal.
julho 09, 2010
julho 06, 2010
Matilde Rosa Araújo
Faleceu hoje, aos 89 anos. Conheci-lhe a obra no longínquo ano de estágio, numa escola do norte que tinha um grande espaço verde em volta. Trazia a minha filha mais velha na barriga e na postura do meu trabalho a vontade de pôr em prática tudo aquilo que tinha acabado de aprender. Ao ensino da gramática juntava-se o sonho tantas vezes concretizado através dos trabalhos dos alunos, poetas inatos que só queriam aprender e ser felizes.
De O Cantar da Tila, de O Sol e o Menino dos Pés Frios e de tantos outros textos desta escritora, menina eterna na sua escrita, no seu sorriso, surgiram flores e jardins que semeávamos sentados naquela relva tão quente, tão prenhe de magia e de sonho.
Obrigada por tudo isso, Matilde.
junho 30, 2010
Ao correr do pensamento
- Entenda-se: este blogue não é o espaço de uma professora. É o espaço de uma cidadã que, por opção, decidiu ser professora há muitos anos atrás.
- Há muita coisa que me provoca vómito. O destaque que se dá, nas notícias, ao desentendimento das comadres PS/PSD sobre as SCUT é um delas.
- Não me admirava nada que passássemos a ser tratados pelo nosso número de cartão de cidadão. Afinal nós só somos números, e custos, e despesas... "Ó 24 mil e........!" Gostava tanto de ser um investimento...
- Há tempos fiz uma formação daquelas à pressão, com textos para ler à pressão e trabalhos para fazer também à pressão. Disseram-nos que não interessava se as coisas estavam bem ou mal feitas: era preciso era que fossem feitas. (...) Silêncio...
- Vou ficar por aqui. Já estou mais enjoada...
junho 18, 2010
Saramago
Dulcineia
Quem tu és não importa, nem conheces
O sonho em que nasceu a tua face:
Cristal vazio e mudo.
Do sangue de Quixote te alimentas,
Da alma que nele morre é que recebes
A força de seres tudo.
José Saramago
Quem tu és não importa, nem conheces
O sonho em que nasceu a tua face:
Cristal vazio e mudo.
Do sangue de Quixote te alimentas,
Da alma que nele morre é que recebes
A força de seres tudo.
José Saramago
junho 16, 2010
MEGA AGRUPAMENTOS
Recebi hoje este email. Vendo pelo mesmo preço, mas sei que é verdade. Não faço comentários. Cansei. Ando zangada com a escola... mas estou preocupada.
A bomba está prestes a explodir..o silêncio forçado ou não sobre o assunto é evidente, a comunicação social nada refere, os sindicatos parecem nem saber o que se passa, só o estrondo da explosão é que é capaz de abalar o sonambolismo que reina depois de algumas batalhas parcialmente conseguidas pelos sindicatos do reino da educação. O estrondo acordará os adormecidos mas será tarde demais.
Com o pretexto da poupança ou quem sabe por uma pequena vingança, porque para o governo os professores são a espinha cravada na garganta, vão surgir os Mega Agrupamentos, que levarão muitos professores e outros profissionais da educação para o desemprego.
É ainda um segredo dos deuses, mas muitos directores já estão a ser chamados às DRE`s (Direcções Regionais de Educação) para fazer a fusão de agrupamentos. O principio, segundo algumas vozes, é um Mega Agrupamento por concelho com alunos do 5º ano ao 12º ano. Podemos ter agrupamentos com 5.000 alunos e que as suas unidades de estabelecimento podem estar a dezenas de quilómetros. Com os Mega Agrupamentos vão surgir os Mega Departamentos, o que pressupõe que as reuniões de departamento podem ter 100 ou mais professores. Um professor passa a ter mobilidade no agrupamento e o seu horário será completo dentro do agrupamento onde as escolas podem estar a dezenas de quilómetros entre elas. Assistentes administrativos e assistentes operacionais que se cuidem também porque as coisas não são para ficar como estão, se assim fosse não se mexia.
A gestão actual tão defendida pelo governo do Director por escola/agrupamento tem 1 ano e já tem os dias contados, porque a fusão em Mega Agrupamentos vai originar só um Director por Mega Agrupamento.
Enquanto estamos entretidos com o Mourinho e com o campeonato do mundo de futebol, vamos descurando as guardas e os vampiros com o silêncio das vozes vão fazendo das suas.
Agostinho Silva
junho 09, 2010
junho 08, 2010
- Só por mera curiosidade, informo que a estreia da peça I Wanna Be Uploaded foi um sucesso e que foi a primeira vez que se fez teatro português em espaço português, no SL. Só para os interessados, claro...
- Aconteceu em Setúbal. Uma cadela foi atropelada e ali ficou horas até que fosse socorrida pelas habituais almas caridosas. Quem nunca a abandonou foi este fiel amigo, não se sabe se recente, se de longa data, que permaneceu sempre a seu lado...
junho 06, 2010
I WANNA BE UPLOADED
Estreia hoje à noite, no SL (Second Life), mais precisamente no teatro do Portugal Business, a peça de teatro I WANNA BE UPLOADED.
A peça foi escrita, produzida e levada à cena por nekos (entenda-se por bonecos) que andam uns contra os outros (aqui é suposto entenderem a minha ironia...).
E, na verdade, isso pode acontecer quando há mais lag (entenda-se por lag uma situação de turbulência técnica que nem sempre nos permite realizar as acções que pretendemos). Eu que o diga! Já uma vez saí disparada, palco afora, e fui aterrar no meio do público que assistia ao ensaio... Mas a culpa não foi dos meus comandos, foi do lag...
Ora uma experiência destas só pode acontecer no SL e esta constatação leva-me a uma outra, que é o facto de ser tão diferente fazer teatro no SL e na RL (Real Life - Vida Real). Sempre me podem dizer que não precisamos de decorar o texto. Verdade. O que não significa que tenha de se estudar, de tratar do guarda-roupa, de saber as entradas e a movimentação. Que não se cuide o cenário, o som, os adereços.

Cada avatar situa-se num espaço geográfico RL diferente, já que podem estar a centenas de quilómetros de distância, estando, ao mesmo tempo, ali e agora.
E depois há outra vantagem: não há desemprego. E divertímo-nos à brava! As relações interpessoais que se estabelecem entre os intervenientes ficam reforçadas e novas amizades nascem.COORDENADAS: Portugal Center, 221, 112, 25
e... aguardem pelas pancadas de Moliére
junho 03, 2010
Talvez muitas pessoas não saibam que Miguel Torga, quando ainda era um ilustre desconhecido, viu o seu trabalho rejeitado por algumas editoras de então. Decidiu-se, assim, pelas publicações de autor, em edições meio rústicas, de capa branca, que fizeram dele um dos maiores nomes da nossa literatura.
Quando, anos mais tarde, as mesmas editoras que o haviam ignorado quiseram publicar a sua obra, Torga, o digno Torga mandou-os a todos às favas!
(Não sei por que razão me fui lembrar agora deste episódio...)
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