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janeiro 29, 2010

Um Rio Azul















Setúbal, eu tenho pena
de não te poder cantar.
Tu és mote de um poema
que ninguem pode ensinar

Se há beleza em qualquer lado
se valesse algum dinheiro
com a princesa do Sado
comprava-se o mundo inteiro


Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.


Setúbal terra morena
onde tudo fica bem,
tens a beleza serena
no rosto de minha mãe.

Ó rio Sado de águas mansas
que pró mar vais a correr,
não leves minhas esperanças
sem esperanças não sei viver.
 
Onde é que existe um rio azul igual ao meu
que em certos dias tem mesmo a cor do céu,
minha cidade é um presépio é um jardim
queria guardá-la inteirinha só para mim.

Letra e Música: Mário Regalado

agosto 23, 2009

GOLFINHOS - ROAZES DO SADO

A viagem terminava aqui. Já tinha visto golfinhos, já tinha estado muito mais perto deles, quase a tocar-lhes, mas esta viagem foi diferente.


A Bi, cadela mascote da Vertigem Azul, domina o espaço melhor do que ninguém e é uma companheira de viagem qual animadora sócio-cultural: também ela sabe saudar a tripulação dos barcos com que nos cruzamos. Nós acenamos, ela ladra!

Sem comentários...


Tivemos de esperar algum tempo até que os golfinhos resolvessem presentear-nos com a sua companhia.




Não sabemos por mais quanto tempo poderemos observá-los. O novo ferry para Tróia segue o mesmo percurso que eles, na viagem para o interior do rio.
Na zona onde eles pernoitam está a nascer uma marina desorganizada, sem qualquer controlo por parte das entidades competentes.
A marina do empreendimento turístico de Tróia tem barcos de grande porte e veleiros de todos os tamanhos.
As areias antes cheias de veraneantes de Setúbal, que se deslocavam para a praia a pé, no barco, estão vazias da gente pobre que labuta todos os dias e que agora, ou deixou de ir à praia, ou vai para a Figueirinha, que ficou repleta.
A sorte dos roazes do Sado será ditada pela suposta melhoria da qualidade de vida em Tróia e pela criação de alguns postos de trabalho.
Terá valido a pena?

Um obrigada à São que me acompanhou nesta antecipada viagem comemorativa das minhas cinquenta e duas primaveras. Vento no rosto, cabelos desalinhados e um azul que só existe aqui, num dia de sol e calor, num dia de contar apenas cada segundo, porque o futuro não interessa sabê-lo. Amanhã é sempre outro dia - que cliché mais gasto...

Rio Sado, 21 de Agosto de 2009