Fotografia em ambiente digital. Apenas o cenário, as poses e as roupas podem mudar. A alma permanece, já que não acredito que a objectiva ma roube (sei lá para quem, ou para onde!).
Amanhã é fim de semana. Tenho de estudar as alterações do acordo ortográfico. Talvez olhe para mim própria e me reveja neste lago de águas calmas. Quem sabe?
Mostrar mensagens com a etiqueta di-vagando. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta di-vagando. Mostrar todas as mensagens
setembro 10, 2010
maio 16, 2010
O partido tal
Quando, uma vez, questionaram Jerónimo de Sousa sobre como lidava com o facto de apelidarem os comunistas de pessoas que comiam criancinhas ao pequeno almoço, ele sorriu e comentou que, de facto, comia, sim, de beijos os seus netos.
Um dia destes decorria uma reunião de trabalho e uma colega lia em voz alta um documento. Aí eram referidas algumas siglas, uma delas, curiosamente, designada por PCP, mas não em contexto político, como é óbvio numa reunião relativa a questões de Língua Portuguesa. A minha colega, olhava para mim e acrescentava, “Teresa, esta é para ti!”, em jeito carinhoso de me provocar, sabendo, como muita gente sabe, que sou militante do partido que, por acaso, tem a mesma sigla que ali se referia.
Uma segunda colega, desconhecendo o contexto da brincadeira, diz a certa altura, “Cruzes!”, como que querendo acrescentar qualquer coisa do tipo, vai de retro, Satanás! Claro que esta minha colega pertencia ao grupo que não sabia que eu sou militante do dito cujo partido, do que come criancinhas… Vai daí, não resisti e disparei em tom de brincadeira, para a primeira colega, “Oh, Maria, pronto, escusas de estar a lembrar a todos que sou vermelha, porque já todos sabem!”
Um breve silêncio. A atrapalhação da segunda colega. A minha satisfação.
Não, não tenho um valente historial de actividade partidária. Não me posso gabar de ter estado em tal sítio no ano de tal, em ter ido ao comício tal onde estava presente fulano de tal. Não faço parte desse grupo. Mas nasci com esta maneira de ver as coisas que me faz militar, hoje sim, no tal partido e continuar a ver as coisas da vida como via já em criança. Ao contrário de algumas pessoas, fulanos de tal, que tanto se gabaram e que agora nem são nem “tal”, nem “talvez”…
Um dia destes decorria uma reunião de trabalho e uma colega lia em voz alta um documento. Aí eram referidas algumas siglas, uma delas, curiosamente, designada por PCP, mas não em contexto político, como é óbvio numa reunião relativa a questões de Língua Portuguesa. A minha colega, olhava para mim e acrescentava, “Teresa, esta é para ti!”, em jeito carinhoso de me provocar, sabendo, como muita gente sabe, que sou militante do partido que, por acaso, tem a mesma sigla que ali se referia.
Uma segunda colega, desconhecendo o contexto da brincadeira, diz a certa altura, “Cruzes!”, como que querendo acrescentar qualquer coisa do tipo, vai de retro, Satanás! Claro que esta minha colega pertencia ao grupo que não sabia que eu sou militante do dito cujo partido, do que come criancinhas… Vai daí, não resisti e disparei em tom de brincadeira, para a primeira colega, “Oh, Maria, pronto, escusas de estar a lembrar a todos que sou vermelha, porque já todos sabem!”
Um breve silêncio. A atrapalhação da segunda colega. A minha satisfação.
Não, não tenho um valente historial de actividade partidária. Não me posso gabar de ter estado em tal sítio no ano de tal, em ter ido ao comício tal onde estava presente fulano de tal. Não faço parte desse grupo. Mas nasci com esta maneira de ver as coisas que me faz militar, hoje sim, no tal partido e continuar a ver as coisas da vida como via já em criança. Ao contrário de algumas pessoas, fulanos de tal, que tanto se gabaram e que agora nem são nem “tal”, nem “talvez”…
maio 13, 2010
Di-vagando
Questiono-me:
até quando ficarão guardadas as memórias?
será que os pássaros as retêm?
e a água da fonte?
lava-as ou leva-as?
deixas-me o arco para quê?
o círculo está fechado.
vou voar.
março 11, 2010
São cinco e meia da manhã e já vejo a luz do dia a despontar. Acordem, filhas. A cidade chama por nós. Em breve a chuva passará e seremos bafejadas por uns raios de sol, ainda que frios, ainda que fugidios. Venham, vamos aquecer a alma, let's go sweety, entre dois ou três cafés à escolha, e logo mais regressaremos a este espaço, cansadas mas felizes. E a noite deixará em repouso os risos, e amanhã o sol voltará a surgir às cinco e meia da manhã, minhas bailarinas de Degas...
fevereiro 27, 2010
fevereiro 17, 2010
Acabadinha de chegar de terras de sua majestade onde passei uns míseros mas belíssimos quatro dias sou confrontada com a informação de que, por ordens superiores, os novos programas de Língua Portuguesa, afinal, vão ficar suspensos até... novas ordens.
As formadoras que têm trabalhado com algumas colegas estão perplexas, o coordenador nacional está perplexo.
Mal tinha acabado de poisar os pés em terra lusa apeteceu-me logo voltar para trás, para aqueles dias cinzentos, chuvosos e frios, onde coisas que acontecem aqui são impensáveis lá, onde tudo pode não ser perfeito, mas onde os políticos têm uma coisa que se chama vergonha na cara e onde a comunicação social não é censurada.
Lembrei-me, entretanto, de uma fotografia que trouxe no meu rol. Estava nas costas de uma porta de um local privadíssimo e, neste momento, não me ocorre partilhar outra que não essa. O momento assim o exige.
janeiro 04, 2010
dezembro 06, 2009
Um cabo para o mar
Sempre fora revisitado nos momentos menos previstos. Vamos ao cabo? e já lá estávamos. Nuvens e vento. Não sei porquê lembrou-me um filme do farwest, aquelas cidades que só eram cidades porque tinham uma bomba de gasolina - agora fechada -, fantasmas aos pulos por entre a areia que andava no ar e o mar ali, sempre ali.
As janelas agora fechadas não apagam a memória das cortinas rasgadas, imensas de pó, e eu ali, imóvel a olhá-las, como se quisesse entender os segredos das vidas que ali viveram, faz tanto tempo. E o mar, sempre o mar. E eu, e nós, e um barco ao longe onde seguimos viagem sem rumo. Como a poeira do vento sul, destino de quem espera, tão só, um abraço entre as colunas.
Fica. Promessas de um dia mais claro.
setembro 02, 2009
Cartas de Amor

Estão "em trânsito" as minhas "Cartas de Amor de Henry Miller para Anais Nin".
Passo a explicar.
Encomendei a obra a 5 de Agosto, via net, na Worten, solicitando o seu envio para a loja X, no Norte, já que me encontrava ali de férias. Entretanto, indo à Worten dessa localidade, tomei conhecimento que o livro não chegaria a tempo para que o trouxesse comigo e dele aproveitasse a leitura durante a viagem de regresso. Assim, pedi que mo enviassem para a loja Y, mais perto da minha residência.
Quando ontem ia, feliz da vida, reclamar a minha encomenda, e após consulta ao sistema, sou informada que o meu livro, sim, tinha sido expedido dos armazéns online dia 7 de Agosto, e que eatava "em trânsito", nao podendo prever a sua chegada.
Primeiro nem quis acreditar: tinha esperado quase um mês para ler ansiosamente estas cartas de amor e voltava de mãos vazias? Depois lembrei-me que o meu país é Portugal e a estupfacção passou. Mas fiquei triste, ah, fiquei.
Por onde andará agora o meu livro? Estará já a caminho do sul? Será que, nestas delongas, já foi lido por algum curioso apaixonado que julgou ter encontrado uma maneira fácil de se declarar mais romanticamente à sua apaixonada? Ou vice-versa?
Será que se perdeu no nevoeiro do caminho? Será que ficou esquecido a um canto do camião que o transporta, tão pequeno e insignificante que parece ser?
Desespero pelo meu livro. Quero, exijo ler as "Cartas de Amor de Henry Miller para Anais Nin" antes que o Amor acabe. Em teu nome, EFE, que tens provado, tão longe e tão perto, como podemos ser livres dentro de quatro paredes, fechados apenas sobre os nossos segredos mais intimamente inconfessáveis.
Etiquetas:
Anais Nin,
di-vagando,
Henry Miller
julho 19, 2009
Subscrever:
Mensagens (Atom)




