outubro 05, 2009

Incomodo?...


Estava eu, melhor dizendo, o meu avatar, a dançar, um dia destes, nesse mundo que muita gente ainda não compreende que se chama Second Life, com esta roupinha que podem ver, quando o meu par me questiona:

- Desculpa, não me leves a mal, mas queria pedir-te uma coisa.
- Diz..., retorqui curiosa.
- Queria pedir-te para mudares de blusa porque não gosto de ver as mamas...

Fiquei uns segundos estupefacta. Era a primeira vez, em dois anos e meio de SL, que me acontecia uma cena destas. Ainda julguei que ele (?) tivesse visão de raios X... Então retorqui serenamente (isto quer dizer, a teclar devagar):

- O que vês quando olhas para mim, não sou eu, são milhões de pixels. É o meu avatar. E assiste-me o direito de o vestir como quiser. Por isso, obrigada por esta dança.

E retirei-me.
Como me retiro, quando percebo que o meu avatar incomoda por alguma razão.
Afinal, eu até podia ser um homem...

7 comentários:

3za disse...

eh eh eh eh eh
Fizeste-me rir... :)
Beijinho

Manuel Cardoso disse...

Onde acaba o nosso ser e começa o nosso avatar?

tsiwari disse...

Podias lá tu ser isso...


;)*

Teresa Lobato disse...

Verdade, Cardoso, o meu avatar é a projecção de mim mesma, mas fantasiada. Provavelmente gostaria de andar assim vestida na rua, quem sabe?
A questão que se coloca aqui é a das pessoas que transportam para esse mundo virtual as suas convenções sociais, não se libertando delas e não fruindo do jogo.
Pobres coitados, tão presos à vidinha deles!

tsiwari, ri-me com o teu comentário :)
Nunca menosprezes o lado oculto de uma mulher!... LOL

Manuel Cardoso disse...

Sim Teresa, o que seria de nós sem o reconhecimento do outro que há em nós?
No entanto, na vida real também usamos avatares; aquela história da dupla personalidade (chavão que usamos quando não compreendemos alguém) é um conceito que nasceu da dificuldade de compreendermos (em nós e nos outros) as intersecções entre as diversas facetas da personalidade. Por outras palavras, todos nós jogamos ao esconde-esconde connosco próprios e com os outros. E isso é lindo! No entanto cada avatar que usamos não deixa de ser uma parte de um todo que é o "eu" (ou o "tu", neste caso ;))
Ou seja, ao contrário do que diz o tsiwari, aquela também és tu! Não digas que é só o que tu gostarias de parecer na rua, porque não é!
Em determinados sítios da net já usei avatares: Che Guevara num, Saladino noutro e Jesus Cristo noutro ainda. Revelador, não? :))))

Teresa Lobato disse...

:)
Tens razão.

Quanto aos teus avatares... Che Guevara... definitivamente.

Abraço

Paulo Lopes disse...

Avate-se o burro à vontade do dono. No fim de contas para que servem umas mamas feitas de pixels a não ser para serem olhadas? Haverá mamífero que sobreviva por chupar, ainda que de forma sabida, bem ou mal intencionada, nos milhões (..?...porra..milhões?...grandes mamas...) de pixels do avatar mais próximo?

Hehehe...